Mentoria de identidade · Alessandra Gomes com Aldo Bravo

A Alessandra que estava coberta
e finalmente se permitiu aparecer.

Documento de referência da nossa conversa. Não é um plano de prazos — é o registro de uma jornada de autodescoberta que começou no dia em que você se deu permissão de existir pra si mesma. Aqui está, em palavras, o que vivemos juntos. Volta sempre que precisar lembrar.

Sumário
01 · De onde você vem

Sua história, contada com a tua voz.

Antes de qualquer reflexão, vale registrar aqui o que você me trouxe. Sua história contada por você mesma, sem pressa, sem filtro. Essa é a base de tudo que veio depois na nossa conversa.

Os primeiros anos

Você nasceu em Riacho dos Machados, norte de Minas. Seus pais são produtores rurais até hoje. Aos 5 anos, foi morar com a tia em Montes Claros pra poder estudar — a distância da escola era grande e seu pai não te deixava ir sozinha. Você entendeu a escolha deles. Mas mesmo entendendo, ali não era a sua casa.

Aos 10-11 anos voltou pra Riacho dos Machados quando a prefeitura passou a oferecer transporte escolar. E foi nesse retorno que começou a assumir responsabilidades grandes demais pra idade: cuidar da irmã mais nova, cuidar dos animais, preparar comida, tudo isso enquanto seus pais saíam às 5h da manhã pra trabalhar na zona rural e voltavam só à noite.

Você me contou que era pra ter um irmão mais velho — ele faleceu com um ano e meio. Sua mãe estava grávida de você quando perdeu ele. Você chegou ao mundo carregando uma ausência que veio antes de você.

A adolescência e os retornos

Aos 15-16 voltou pra Montes Claros pra fazer ensino médio. Em 2003 sua tia faleceu — e com ela se foi seu porto seguro naquela cidade. A relação com a prima ficou difícil. Você decidiu voltar pra Riacho dos Machados, pra casa dos pais, agora na cidade (seu pai tinha comprado uma casa lá).

Você mesma disse: "foi um ano onde eu extrapolei todos os limites — festa, amizade, balada". Conheceu coisa pesada. Olhou pra trás e agradeceu por ter saído de lá inteira. Mas algo já te incomodava: a sensação de que aquele lugar não era pra você. Algo dentro queria mais.

Voltou pra Montes Claros, morou com o tio (pé de guerra com a prima outra vez), começou faculdade de Serviço Social, foi morar numa república com amigas. Trabalhou de camareira num hotel — "jovem com 22, 23 anos limpando apartamento, eu não me sentia feliz com aquilo". Tentou a Bahia (não deu). Foi pra Fronteira morar com outro tio (não deu). Voltou pra Montes Claros mais uma vez.

São Paulo e tudo que veio depois

Em 2011 uma amiga te chamou pra Americana. Você foi, ficou um ano, prestou Enem, ProUni — e veio parar em São Paulo. Fez faculdade de RH. Trabalhou em contabilidade, agência, depois Atento. Conheceu o Thiago. Comprou — junto com seus pais — uma casa em Montes Claros que você até hoje fala que é dos seus pais, não sua. Foi a primeira vez que apareceu o padrão: assinou uma compra de casa que nunca foi um desejo seu.

Em 2015-2016, sob endividamento + ambiente de trabalho extremamente estressante + relação conturbada com o Thiago, você atravessou o seu momento mais crítico. Foi o limite. Você quase não voltou de lá. Voltou — e a partir daí decidiu mudar coisas: largou o emprego, fez curso de manicure no Senac, foi morar com o Thiago.

Em 2019 entrou na empresa da família dele. Pandemia. Em 2020 ficou em casa, engravidou da sua filha. No fim de 2020, o Thiago e o irmão brigaram, separaram. Você voltou pra empresa em 2021 — e está lá desde então.

"Eu vivi me apertando para caber em caixas que não me cabia." — Você, na call
Hoje

Hoje você ocupa o lugar de alicerce da empresa que não é sua. Toma decisões difíceis sozinha. Acorda 6h-6h30 todo dia pra abrir a empresa enquanto o Thiago dorme. Cuida da filha de 5 anos. Carrega a casa, carrega a empresa, carrega tudo. Você me disse: "se eu parar, nada funciona — minha filha não tem escola, não tem comida na mesa". E foi com esse peso nos ombros que você chegou na nossa call.

02 · O diagnóstico

O padrão que se repete: lugares que não são seus.

Enquanto você me contava sua história, uma palavra ficou batendo. Você não usou ela — eu que ouvi. Mesmo quando você não falava, ela estava lá em cada episódio. Essa palavra é lugar.

O diagnóstico Bravo
Sua vida inteira você ocupou lugares que não eram seus.
Aos 5 anos, foi morar num lugar que não era seu. Aos 10, voltou e ocupou o lugar de quem cuidava da irmã, dos animais, da casa, antes de ter idade. Assinou a compra de uma casa que você nem chama de sua. Foi se apertando pra caber em caixas que não te cabiam. Ocupou o lugar do alicerce de uma casa que tinha que ser pra dois. Cada movimento da tua vida foi pra um lugar que não era seu. E agora você me diz, com outras palavras, que quer descobrir qual é o seu lugar de verdade. Esse é o tema central da nossa jornada.
Por que isso aconteceu

Desde muito cedo, você foi ensinada a existir em função dos outros — cuidar da irmã, dos animais, ajudar seus pais pra eles descansarem. Você nunca teve permissão pra simplesmente ser uma criança que queria coisas pra si mesma.

E veja o tamanho do peso disso: você chegou aos 40 anos sem saber o que gosta — porque ninguém nunca te perguntou. Quando eu te perguntei na call "se você não precisasse cuidar de ninguém, o que você gostaria de estar fazendo?", você respondeu primeiro com clareza ("um lar só com minha filha") e depois travou. Esse travamento não é falta tua. É consequência de uma vida inteira sem espaço pra perguntar isso pra si mesma.

E veja outra peça que apareceu: quando eu perguntei se você lembrava de alguma coisa que gostava de fazer só pra você quando era criança, antes de morar com a tia, antes de cuidar de todo mundo, você me respondeu: "não lembro. Não tenho nenhuma memória."

O que essa ausência significa Não é que essas memórias não existam. É que a Alessandra que poderia ter sido nunca teve espaço pra acontecer. Por isso o trabalho daqui pra frente não é descobrir quem era a Alessandra. É decidir quem você quer que a Alessandra seja e se tornar essa versão de você. Um passo de cada vez.
"A grande verdade é que nesse momento não é descobrir quem é Alessandra. É decidir quem você quer que a Alessandra seja e se tornar essa versão de você." — Aldo Bravo, na call
03 · O ponto de virada

"Eu tô pronta. Muito pronta."

Eu te disse na call que esse é o maior ponto de inflexão da tua vida. Não é exagero. Cada coisa que veio antes — Riacho dos Machados, mudanças, perdas, limite atravessado, casamento desgastado, empresa que não é sua — tudo isso te trouxe pra esse momento exato. O momento em que você olhou pra mim e disse: tô pronta.

O que você disse
"Eu não quero mais viver assim. Não faz mais sentido pra mim viver assim. Tô pronta e o que for necessário fazer, eu vou fazer."
Essas foram suas palavras, Alessandra. Eu quero que você releia elas em voz alta agora. Porque essas frases não são confissão de fraqueza — são declaração de poder. É a primeira vez na tua vida que você disse, sem filtro, sem precisar agradar ninguém, sem precisar caber em caixa nenhuma: "eu quero ser Alessandra. Quero viver minha vida. Não a dos outros."
Por que esse momento é diferente

Você já teve momentos difíceis antes. Já chegou no limite antes. Mas dessa vez tem uma diferença: você chegou com consciência. Não foi limite que te derrubou — foi limite que te despertou. Você sabe o que quer mudar. Sabe por quê. Sabe pra onde quer ir. Isso muda tudo.

A analogia que eu te dei na call foi a da reforma de casa. Quando tá em reforma, fica bagunçado, fica sujo, fica desconfortável. Mas quando termina, fica melhor do que era antes. Você tá no meio da reforma agora. Não tem como pular essa parte. Mas tem como atravessar com a certeza de que o que vem do outro lado vale o caminho.

Reconhecimento Você é um diamante bruto. Foi pressão demais a vida inteira — então a matéria-prima já tá pronta. Agora a gente só vai afinar as arestas. Isso não é fala bonita. É leitura técnica. Diamante vira diamante porque é construído sob pressão. Você passou por toda a pressão. O que vem agora é polir, não criar do zero.
04 · A experiência

A jornada da hipnose guiada.

Depois da nossa conversa, eu te conduzi por um exercício de relaxamento e visualização — uma hipnose guiada, mas não no sentido místico. É um processo neurológico simples que permite acessar partes de você que ficam mais escondidas no dia a dia. Você esteve consciente o tempo todo. Aqui está o registro do que vivemos.

O lugar seguro

Eu te pedi pra imaginar um lugar onde você se sentisse segura. Podia ser um lugar que você já tivesse visitado, ou um que você gostaria de visitar, ou um inventado naquele momento. Você visualizou — e entrou nele. Sentiu a sensação de segurança tomando conta. Esse lugar é seu agora. Você pode voltar pra ele sempre que precisar.

A menina aos 17

Dentro do teu lugar seguro, eu te pedi pra perceber alguém. Uma menina. Ela era você em alguma idade. Sem escolher, você deixou ela aparecer. Apareceu uma Alessandra de 17 anos, vestida com calça jeans e blusa básica, com expressão triste.

Eu te pedi pra se aproximar dela com cuidado. Pra perceber que ela te reconhece, que ela sabe quem você é, que ela estava te esperando. Pra olhar nos olhos dela. E pra dizer pra ela, devagar:

O que você disse pra menina aos 17
  • Eu vejo você.
  • Você não precisa cuidar de ninguém agora.
  • Você não precisa ser útil pra ser amada.
  • Você pode querer coisas pra você.
  • O que você gosta importa.
  • Eu vou cuidar de você agora.

Aí eu te pedi pra perguntar pra ela do que ela precisava. E você escutou a resposta. Ela te disse: ser cuidada.

O abraço

Aí veio o momento mais importante: eu te pedi pra abraçar essa menina do jeito que você sempre quis ser abraçada. Sentir o corpo dela, a leveza, o cheiro. Aquele abraço era pra você — em duas pessoas.

E enquanto você abraçava ela, eu te falei algo que quero deixar registrado em letras grandes aqui: essa menina não vai ficar nesse lugar. Ela vem com você. Ela faz parte de você. Ela sempre fez parte de você. A diferença é que a partir de agora você sabe que ela tá aí.

A função dela na sua vida agora
Ela é a sua bússola. Toda vez que você se perder, pergunta pra ela o que ela precisa.
Toda vez que você sentir que tá se perdendo de novo, que tá fazendo tudo pra todo mundo de novo, que tá sumindo de novo — para, lembra dela, e pergunta: "o que ela precisa agora?". A resposta vem. Não como voz mística, mas como sensação clara. Ela sabe quem é Alessandra porque ela é a Alessandra. Antes de tudo, antes de todo mundo.
05 · Sua ferramenta diária

A âncora · mão no peito.

Depois do abraço, eu te pedi pra levar a mão direita ao centro do peito. Sentir o coração batendo. Sentir a mão sobre o coração. Aquele toque virou a sua âncora. E essa âncora vai ser uma das ferramentas mais importantes que você leva dessa call.

O que a âncora faz

Sempre que você colocar a mão aí, exatamente desse jeito, você vai voltar pra menina, pro abraço, pra sensação de que você importa. É um atalho neurológico — você ancorou aquela emoção no gesto físico. Cada vez que repete o gesto, o sentimento vem junto. Essa é a base de como funciona uma âncora emocional.

Quando usar
Momentos pra colocar a mão no peito
  • Quando perceber que tá negligenciando você mesma em prol de terceiros. Mão no peito, respira, pergunta: "o que eu preciso agora?".
  • Quando sentir que tá se perdendo, que não sabe pra onde ir. Mão no peito, lembra do lugar seguro, lembra que você tem o direito de querer.
  • Antes de uma decisão difícil (cobrar o Thiago, dispensar funcionário, dizer não pra alguém). Mão no peito, 3 respirações, decide.
  • Em momento de cansaço extremo, quando bater a sensação de "eu não dou conta". Mão no peito, lembra: a menina aos 17 dá conta de muito mais, e ela tá com você.
  • Antes de dormir e ao acordar, como ritual. Mão no peito, 3 respirações, conexão. Reforça o circuito todo dia até virar automático.
"Esse toque, Alessandra, essa mão no peito vai ser sua âncora. Toda vez que você colocar a mão aí desse jeito, você vai voltar pra essa menina, pra esse abraço, pra essa verdade — que você existe, que você importa, que você tem o direito de querer." — Aldo Bravo, na call
06 · A projeção

"Eu consigo. Eu tenho certeza disso."

Depois de olhar pra dentro e pra trás, eu te conduzi numa projeção 5 anos no futuro. A nova Alessandra. A empoderada. A confiante. Você imaginou cores. Imaginou o dia da realização de um sonho seu. Vivenciou em primeira pessoa — vendo, ouvindo, sentindo. Já era real ali.

O que apareceu

Você imaginou você mesma no futuro, em frente ao espelho, com a postura nova, a roupa que escolheu, o sorriso no rosto. Imaginou a pessoa que você mais ama do teu lado, comemorando, com brilho no olhar, dizendo "eu sabia que você ia conseguir". Sentiu o empoderamento tomar conta. Usou a âncora — mão no peito — pra fortalecer ainda mais aquele momento.

Como você voltou

Quando você abriu os olhos, eu te pedi pra me dizer numa palavra ou frase curta o sentimento que dominava sua mente. Você respondeu, três vezes: "Eu consigo. Eu consigo. Eu consigo." E depois: "Eu tenho certeza disso."

Imprime isso na parte mais profunda da tua mente Eu consigo. Toda vez que bater dúvida, repete: eu consigo. Toda vez que alguém duvidar de você, repete: eu consigo. Toda vez que você mesma quiser duvidar, repete: eu consigo. Não como fala motivacional vazia — como verdade vivida. Você sentiu, no corpo, a certeza de que consegue. Essa sensação não foi imaginação. Foi memória do futuro. E ela vai te puxar até lá.
07 · A reconstrução

Sua nova identidade em construção.

Agora começa o trabalho mais importante: decidir quem você quer ser e ir lá buscar essa versão. Não é descoberta — é decisão consciente. Um tijolo de cada vez, como você constrói um castelo. Não vai ser instantâneo, mas é inevitável quando você se mantém na direção.

Princípio operacional
Você não precisa decidir tudo agora. Mas você precisa começar a decidir alguma coisa todo dia.
Cada vez que você escolhe algo pequeno pra si mesma — uma comida que você gosta de verdade, uma música que te toca, um livro que te interessa, uma pausa de 10 minutos só sua — você adiciona um tijolo. Cada escolha pequena reforça que você tem o direito de escolher. E o cérebro aprende com repetição. Em 90 dias de escolhas pequenas diárias, a Alessandra que escolhe vira hábito, vira identidade, vira verdade.
Primeiros movimentos da identidade nova
Pra começar a praticar
  • Uma coisa por dia que é só sua. Pode ser absolutamente qualquer coisa — café diferente, 5 minutos olhando o céu, escrever 2 linhas num caderno, escutar a música que você gostava antes da vida ficar pesada. Importa o ato de decidir por você, não o tamanho da coisa.
  • Uma pergunta diária pra si mesma: "o que eu preciso hoje?". Mão no peito, escuta. Não tem que fazer o que vem — só treina a pergunta.
  • Reduza um pouco do "cuidar do outro": escolhe uma coisa que você sempre faz pelo Thiago/empresa/filha que poderia ser feita de outro jeito. Não tira tudo de uma vez. Tira uma coisa por semana.
  • Resgata uma curiosidade antiga: alguma coisa que você sempre teve vontade de fazer e nunca priorizou. Pode ser pintura, dança, escrever, jardim, viagem curta. Pesquisa. Não precisa fazer ainda. Só pesquisa.
Sobre o desejo do "lar só com minha filha" Essa foi sua primeira resposta antes do filtro, antes do "não sei". Eu não tô te dizendo pra decidir nada agora. Mas eu quero que você registre que essa resposta saiu. Sem julgar, sem decidir, sem pressa. O que sua mente entregou primeiro tem peso. Vai aparecer de novo, em momento certo, com mais clareza, depois que você tiver caminhado mais um pouco no autoconhecimento.
08 · Cuidados imediatos

Próximos dias · como atravessar a reforma.

A gente fez um trabalho profundo. Eu te disse no fim da call: "eu peguei a tua cabeça e sacudi assim, a areia tá bagunçada — ela vai assentar". Essa seção é sobre cuidar de você enquanto a areia assenta. Não é checklist de tarefa. É lembrete de gentileza.

Cuidados desta semana
  • Descansa de verdade. Você fez um trabalho neurológico denso. Permita-se mais sono, mais momento sem demanda, mais silêncio.
  • Pratica a âncora 3-5 vezes por dia nos primeiros dias. Mão no peito, 3 respirações, lembra da menina, lembra da sua certeza ("eu consigo").
  • Anota o que aparecer. Sonho, sensação súbita, lembrança que vinha aparecendo. Caderno simples. Você não precisa fazer nada com isso ainda — só anota. É matéria-prima da nova identidade.
  • Hidrata e come direito. Corpo cansado sustenta menos transformação. Bom sono + boa água + boa comida não é luxo agora, é parte do trabalho.
  • Se chorar, deixa chorar. Pode vir onda emocional nas próximas horas/dias. Não trava. Deixa passar. É natural depois desse tipo de sessão. Não significa que algo deu errado — pelo contrário.
  • Conversa com a Mai sobre quando marcar a próxima call. Ela vai te chamar pra agendar a sessão de estratégia/CNPJ ainda esta semana ou na próxima.
Se vier desconforto forte Pode acontecer de você sentir momento de desconforto emocional mais intenso nas próximas 24-72h — tristeza vinda do nada, vontade de chorar sem motivo aparente, irritação, cansaço pesado. É normal. A gente mexeu em coisa antiga. Se ficar muito difícil, ou se a sensação não passar em alguns dias, fala comigo ou com a Mai imediatamente. Você não tá sozinha nessa atravessada.
09 · Pra revisitar

Princípios pra ler de novo nos dias difíceis.

Esses são os fios condutores da nossa conversa. Não são instruções — são pontos de referência. Quando bater dúvida, cansaço, vontade de voltar pro padrão antigo, volta aqui e relê. Cada um foi colocado com intenção.

Princípio 1
Você tem o direito de querer.
Esse é um direito seu desde que você nasceu. Ninguém te entregou. Eu tô te entregando ele agora. Você tem o direito de gostar de algo só porque você gosta, sem que isso sirva pra nada e pra ninguém. Esse direito é seu.
Princípio 2
A menina aos 17 é sua bússola.
Toda vez que se perder, pergunta a ela. Mão no peito, respira, escuta. Ela responde — não como voz mística, como sensação clara. Ela sabe quem é Alessandra porque ela é a Alessandra antes de tudo, antes de todo mundo.
Princípio 3
Não é descoberta — é decisão.
Você não vai "achar" a Alessandra perdida em algum lugar. Você vai decidir conscientemente quem você quer que ela seja e ir lá buscar essa versão. Um passo por dia. Decisão pequena por decisão pequena. Um tijolo de cada vez constrói um castelo.
Princípio 4
Reforma fica bagunçada — depois fica melhor que antes.
Esse momento é desconforto produtivo, não retrocesso. Você tá no meio da reforma da casa. Tá sujo, tá bagunçado, tá ruim. Mas não tem como pular essa parte. Quando terminar, vai estar melhor que era antes. Atravessa com a certeza de que vale.
Princípio 5
Eu consigo.
Quando bater qualquer dúvida — sua, do Thiago, dos sócios, das tias, de quem for — respira fundo, mão no peito, e repete: eu consigo. Não como afirmação vazia. Como verdade que você já sentiu no corpo. Você projetou 5 anos no futuro e sentiu a certeza. Essa sensação tá guardada em você agora. Acessa quando precisar.
Princípio 6
Diamante é construído sob pressão.
Você sofreu pressão demais a vida inteira. Pra muita gente, isso seria sentença. Pra você, é matéria-prima rara. Você é diamante bruto. O trabalho daqui pra frente não é criar pedra do zero — é polir as arestas. O pior já passou. O bonito vem agora.
"Estamos juntos nessa. Isso é só o começo. Nem começou ainda. Nem começou ainda." — Aldo Bravo, fim da call

Alessandra, foi uma das conversas mais bonitas que eu tive em muito tempo. Você chegou carregando muita coisa, recebeu um espelho diferente, devolveu coragem. A Alessandra que estava coberta a vida inteira começou a aparecer agora. Tá tudo registrado aqui pra você revisitar quando precisar. Não tá sozinha. A gente continua junto na próxima.